Carta III – Querida irmã – que é mãe no coração.

Minha querida irmã,

Talvez o dia das mães tenha te trazido um misto de sentimentos. Pensei em você, querida irmã. Você que ainda não tem um bebê em seus braços mas dentro do seu coração é como se ele já existisse.

É estranho sentir falta de alguém que ainda nem nasceu, eu sei. Você estava vivendo a vida muito bem, sem ter o sentimento de que algo estivesse faltando mas de repente…

Sabe, irmã, eu não creio que algo te falte, de forma alguma. Eu creio que você tem tudo o que precisa para se sentir completa em Cristo Jesus. Mas sei também que alguns sonhos são colocados nos corações pelo mesmo Jesus e então, com a benção dele, os sonhos se tornam realidade.

Aquele pequeno bebê que você ainda não viu, por exemplo. Sei que você tem sonhado com ele. Pensando com quem ele se parecerá, pensando em como será o seu sorriso, os seus olhos… “Será que terá muito cabelo? Será que vamos trocar o dia pela noite juntos? Ah, como eu desejo que você seja feliz. Eu sei, você ainda nem existe mas eu sonho com todas as alegrias que eu quero te proporcionar. Eu sonho com as nossas brincadeiras e nossos passeios. Eu sonho em mostrar a você como a natureza é linda. Ela foi incrivelmente criada pelo poder da Palavra daquele que moldou o seu primeiro pai com as mãos. Eu sonho em ouvir a sua risada e o som da sua voz. Não é como se eu estivesse esperando você vir para me fazer feliz, eu quero é dividir a minha felicidade com você.”

Eu pensei em você, querida irmã e gostaria de te dizer para não ficar triste por esse sonho ainda não ser realidade. Você já ouviu dizer que Deus nunca, nunca se atrasa? Tudo tem um propósito tão maior do que conseguimos enxergar e tudo que acontece no tempo certo vem acompanhado do preparo e da força do Espírito!

Eu te vejo, irmã! Você que está tentando ter um bebê há tanto tempo. Você que já teve essa dádiva em seu ventre mas ele precisou partir. Você que já não pode gerar um filho mas tem no coração o desejo de adotar um anjinho que foi colocado no mundo por outra pessoa. Você que está fazendo tratamentos médicos para ajudar o seu corpo a gerar um bebê. Você que tem só sonhado e ainda nem tentado, preocupada com “tudo o que não está certo ainda”. Você que acha que já passou da idade e não poderia mais engravidar. Você que é mãe no coração, ainda que não tenha um bebê nos braços. Eu te vejo, irmã.

Quero te dizer que estamos juntas! Nada nos falta, de fato! Nos sobra! Nos sobra sonhos, nos sobra amor! Sabe aquela pequena “regra” que nos foi dita há tanto tempo? “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas”? (Mateus 6:33) Eu te deixo com esse verso! Busque a seu Deus com todo o coração! Ele pode iluminar o mundo com um anjinho que você gerou, adotou, ajudou a mentorar, ele pode! Ele pode todas as coisas e o que Ele faz mais lindamente é: Ser pontual e intencional! Deus nunca se atrasa. Confie, sonhe, seja forte e corajosa!

Com carinho,

da sua irmã em Cristo,

Andressa.


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Carta II – Querida irmã;

Como você tem estado? Já faz um tempo que não sei de você. A vida corre e o tempo voa, voa bem depressa. Ás vezes parece que vivemos o tempo todo correndo atrás dele, não é?

Sabe, irmã, eu estava pensando sobre as luzes. Estava pensando sobre essas belas luzes artificiais, daquelas que iluminam as cidades, as casas, prédios bem altos, lojas variadas, aquelas luzes que fazem o mundo parecer mais brilhante, mais bonito.

Estava pensando que elas não passam de luzes de mentira. Promessas de algo que muitas vezes não existe de verdade. O mundo e seus prazeres não são assim? Parece maravilhoso mas na verdade não é.

Te escrevo, irmã, porque me preocupo com você. Parece que algumas luzes chamam a sua atenção. Elas podem não ser más em si mas se elas te fazem se perder do Caminho, será que elas estão iluminando a estrada certa?

Parece que andar por esse caminho apertado ás vezes nos causa desânimo, não é? Nem sempre ele brilha. Ás vezes a noite é escura e ela dura muito tempo. Mas não esqueça do sol, irmã. Ele existe aqui nesse pequeno caminho estreito. Sei que muitas coisas não podemos carregar quando andamos por ele e as pessoas que levam grandes bagagens nem sempre se animam a deixá-las para trás, mas lembre-se: Nem tudo o que você está deixando é uma perda.

Quando eu finalmente descobri isso, soou como um sussurro em meus ouvidos, uma promessa em meu coração. Havia mais. Não seria um eterno renunciar. Seria uma troca. O que é mau pelo que é bom. O que parece me fazer bem pelo que de fato me faz muito bem, o que me dá vida.

As luzes, irmã, elas são encantadoras, eu sei. Só tenha certeza de que está perseguindo as luzes certas. As que tem vida em si mesmas. Luzes artificiais não poderão acender a sua luz, a que existe dentro de você. O único que tem esse poder é o Sol da Justiça, aquele que é a Luz do mundo e que colocou uma faísca aí dentro. Ele te disse: “Você é a luz do mundo” e ele já sabia que não se pode esconder cidades edificadas sobre o monte, aquelas que brilham forte. Ele colocou uma luzinha aí dentro. Brilhe para Ele, irmã. Brilhe de verdade. Deixe o artificial para trás.

Com carinho,

Andressa.

“Querida irmã”

Parece que nos dias atuais essa prática de se escrever cartas tem se perdido. É uma pena, você não acha? Penso nas cartas do passado, páginas e páginas escritas a mão. A tinta naquela época era o meio pelo qual todo o sentimento escorria de dentro do peito e ia parar no mundo (ou apenas naquele papel, que podia ser todo o mundo de alguém). Ah, se as cartas voltassem a entrar na moda! Com certeza eu iria aderir, ansiosa por sentir outra vez aquela expectativa de se esperar por algo novo chegando nos correios para mim. Nós gostamos das expectativas, não é?

Enquanto essa moda não volta, gostaria de escrever para você, ainda que fosse por meio de caracteres em uma tela. O sentimento também pode escorrer por aqui, só é um pouco diferente.

Querida irmã, gostaria de te dizer que você não está sozinha. Se te serve de consolo, toda essa bagunça e esses sentimentos que parecem que são só seus nesse mundo, na verdade não são. Há pessoas por aí que se sentem da mesma forma. Estamos todos viajando em barcos compartilhados, só precisamos encontrar os companheiros certos. Encontrar esses companheiros não é sempre tão difícil, ás vezes eles estão a uma conversa de distância, a um “oi, tudo bem?”. A gente pode se importar com os outros, não há vergonha nisso. Nós podemos ser as primeiras a demonstrar preocupação, a dizer que sentimos saudade, que estamos orando por alguém. Ainda que a resposta de volta não seja a mais animadora.

Enquanto navegamos por mares revoltos no nosso barco pessoal, mesmo que ele esteja vazio, ocupado apenas por nós, existe uma solução para a viagem ficar mais calma. É como receber um treinamento para pilotar o barco e não deixar que ele vire: “Confie em Deus e faça o bem”.

Ah, querida irmã, você já tentou fazer isso? Olhar além da sua dor e ver a dor que dói ali do lado? Ainda que pareça que é só você nessa tempestade, existem muitas outras acontecendo e se você confiar, confiar em Deus e fazer o bem a outra pessoa, eu tenho certeza, logo Jesus vem para acalmar a nossa tempestade, quando a gente se preocupa em dividir o que encontramos com outro companheiro viajante.

“Confie em Deus e faça o bem”. Lembre disso, querida irmã. Lembre, lembre mesmo! Lembre também que você pode contar comigo, seja para orar, conversar… Você sempre pode mandar uma ‘cartinha’ de volta.

Com carinho,

Andressa.