Faminta espiritualmente

Imagine que você está sentindo muita fome. De repente, é apresentado diante de você um grande banquete. Você tem tudo o que precisa para acabar com a sua fome mas simplesmente não consegue comer.

Você já se sentiu assim espiritualmente? Eu já!

Eu sei que tudo o que eu preciso está na Bíblia. Ela é como um grande banquete. Nela eu encontro o pão e a água da vida mas simplesmente não consigo me alimentar.

Continuo dia após dia me alimentando de migalhas, quando poderia estar me fartando de coisas mais substanciais. Não consigo entender o motivo dessa quase paralisia.

A verdade é que o corpo não sobrevive muito sem água e pão. Principalmente a água. Jesus disse que ele é a “água viva” e quem bebe dessa água nunca mais terá sede.

Nunca mais ter sede espiritual por estar sempre bem hidratada seria maravilhoso. Jesus me apresenta dessa água mas eu preciso querer beber.

Nossa carne é tão contrária ao que nos dá a vida que a frase “quem me livrará do corpo desta morte?” ganha muito sentido. O corpo precisa de alimento para viver e o espírito também.

Mas ás vezes parece que ainda que queiramos beber, não conseguimos. Estamos sofrendo uma paralisia. Ou seria um ataque?

Uma das táticas antigas para se enfraquecer uma cidade nos tempos antigos era exatamente inutilizar os seus poços enchendo-os de areia. Sem água, a cidade ficaria muito mais vulnerável, ainda mais no deserto.

Se trouxermos essa lição para a vida espiritual, será que a gente também não consegue perceber um ataque aos nossos “poços”? Será que eles também não estão lotados de areia? Preocupações, ansiedades, medos, os “cuidados do mundo”, o afastamento de Deus, a oposição?

Como Hagar um dia deixou de enxergar o poço que salvaria a vida dela e de Ismael porque estava tão cegada por sua falta de esperança, pode ser também que nossos olhos estejam tão cegados que até vemos mas não conseguimos distinguir.

Deus precisa vir até nós e nos ajudar. Desobstruir o poço. Nos ajudar a vê-lo. Nos ajudar a beber da água e comer do pão porque estamos diante de um banquete mas temos que saber como nos alimentar, precisamos conseguir fazer isso.

Creio do fundo do coração que passamos por fases em nossas vidas. Algumas fases nós não conseguimos entender, como essas, em que simplesmente não conseguimos manter um estudo da Bíblia que satisfaça a nossa fome e a nossa sede mas ainda que haja motivos para isso acontecer, eu acredito que nunca podemos chegar a um momento em que diremos: “Desisto”.

Desistir jamais! Ainda que caiamos 7 vezes, continuamos a nos levantar! Ainda que ontem, hoje e semana passada a sua “dieta espiritual” tenha sido escassa, o banquete continua a postos. Deus continua a sua e a minha espera.

Comecemos devagarinho. Um salmo, um provérbio, um capítulo de um evangelho, um capítulo de uma carta, uma história inspiradora, uma instrução pra minha vida…A gente precisa se alimentar e perceber: “Será que estou, novamente, entrando em um processo de inanição espiritual?”

Deus ama a cada um de nós. Se não fosse assim, Ele não teria enviado o seu filho Jesus para morrer em nosso lugar e nem feito planos para estarmos com Ele na eternidade.

Se você está se sentindo faminta, quero te indicar a leitura da carta aos Colossenses. Paulo estava preso em Roma quando a escreveu, nunca chegou a conhecer os crentes de Colossos pessoalmente mas deixou para eles uma carta muito animadora. Ele explica o evangelho, o papel de Cristo, como nós devemos viver como crentes em Deus, dá encorajamento e ora por bençãos que com certeza podem acabar com a nossa dificuldade em se alimentar espiritualmente.

Além disso tudo, quero te lembrar do seguinte verso:

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”.

2 Coríntios 4:8,9

Ainda que situações extremas nos tragam a momentos em que nos sentimos paralisadas, no fim, não seremos destruídas. Lembre-se disso. Deus não desiste de nós, ainda que nós mesmas desistamos da gente.

Um grande abraço, irmã e não esqueça: Se alimente!

Coronavírus: Isolados do mundo, unidos ao essencial.

Estava pensando sobre toda essa situação relacionada ao Coronavírus, principalmente sobre o isolamento. Parece que esse vírus conseguiu desacelerar tudo. O trânsito em São Paulo já não congestiona. Os aeroportos já não lotam. As ruas movimentadas agora estão desertas. As pessoas tem até tempo para…cantar.

Preciso dizer que me senti tocada ao ver as imagens das pessoas em isolamento na Itália, juntas em suas sacadas, cantando umas com as outras, umas para as outras. Juntas, mesmo que separadas, tentando passar por esse momento atípico, de apreensão e ansiedade para muitos.

Muitos estão sendo forçados a estar em suas casas e é nisso que penso. Nessa convivência de famílias juntas. Podemos ver essa situação como algo terrível mas penso que esse é um momento que, se podemos ser Pollyanna e jogar o jogo do contente, muitas famílias podem ter esse momento para elas, para socializarem entre si, para estreitarem os seus laços ou até mesmo sarar relacionamentos quebrados. É preciso querer, é claro.

Afastados do resto do mundo, unidos aos relacionamentos mais essenciais. Desacelerados. Sem saber o que fazer. Agora podemos ver o que realmente importa, do que realmente precisamos cuidar. Precisamos cuidar uns dos outros.

Se existe um momento para desenvolvermos a empatia, caso ela não faça parte de nós, esse momento é agora. Temos a oportunidade de olhar para o outro que é mais frágil e de cuidar dele. Temos a oportunidade de olharmos para a nossa família e agradecermos por ela existir. Refletir sobre a vida, sobre o que importa.

Esse vírus levou muitas vidas e trouxe a apreensão. Se há algum presente que ele possa nos ter trazido foi o parar. Foi o desacelerar. Isso já não é tão fácil para nós que nos acostumamos com a correria do dia-a-dia mas agora é necessário. Uma quarentena forçada, para cuidar da saúde e da alma. Para cuidar e amar o próximo, esteja ele na minha casa ou na casa ao lado.

Acima de tudo, é um tempo para confiar no nosso Pai. Ele disse:

Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.

Salmo 46: 10
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Não precisamos temer, precisamos nos aquietar e saber quem é o nosso Deus. Precisamos confiar. A fé passa por testes. Esse pode ser um deles para alguns de nós. Eu espero, do fundo do meu coração, que sua fé seja fortalecida nesse momento, onde você estiver. Eu desejo que Deus proteja a você e a sua família e que você olhe para cada pessoa que está ao seu redor e valorize a vida de cada uma delas.

Eu espero que vocês cantem juntos, relembrem seus bons momentos, relembrem porque se amam e que se há algo que esse vírus possa fazer na sua vida, seja o de te unir a partir de agora, ao que realmente tem valor!

Fique calma, fique bem! Deus tem olhado por cada um de nós!

Com carinho,

Andressa.

Vamos falar sobre influência?

Post 11

Nos últimos meses eu tenho recapitulado a história dos reis de Israel e de Judá. Começando no livro de 1 Samuel, prosseguindo em 2 Samuel,  1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas e 2 Crônicas a gente percebe facilmente que o povo de Deus passou por altos e baixos em relação aos seus governantes. Ao lermos os relatos, o primeiro rei, Saul, já foi um péssimo exemplo. Ele começou bem, vemos que foi Deus quem o escolheu mas ele usou mal o seu livre arbítrio e começou a se afastar do Senhor, chegando até a consultar uma necromante, algo que Deus havia terminantemente proibido. (Leia essa história em 1 Samuel 28)

Davi, por sua vez, escolheu ser diferente. Ele se agradava de seu Deus, o amava de todo coração mas em um momento de fraqueza também teve seus erros. O adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias foram dois deslizes graves de Davi. Mas após o seu arrependimento e mudança de atitude, ele foi chamado de “o homem segundo o coração de Deus”. Vemos que ele se arrependeu profundamente e tomou um rumo diferente em sua vida e fez o que era reto perante os olhos de Deus. Após a morte de Davi, um de seus filhos com Bate-Seba, Salomão, foi aquele que herdou o trono. Jovem demais para se sentir seguro em relação a nova posição, Salomão pede sabedoria a Deus e recebe. Mas ele não usa sua sabedoria de forma realmente sábia. Salomão se perde no meio do caminho e deixa que o orgulho por tudo o que ele havia conquistado manchasse seu coração e nublasse sua visão, fazendo-o pensar que tudo aquilo se devia ao seu próprio poder e capacidade. Ele se casa com mulheres de povos estrangeiros, adora deuses pagãos e constrói templos e altares para esses deuses em Jerusalém.

Por causa da grande transgressão a que Salomão tinha exposto o povo de Israel, fazendo com que o povo pecasse contra Deus, é dada uma profecia. O reino seria dividido em dois. 10 tribos formariam o reino de Israel e 2 ficariam como reino de Judá. E isso acontece no reinado de Roboão, filho de Salomão. Instado pelo povo a ser um rei mais benigno que seu pai, Roboão procura aconselhar-se com os anciãos da terra que o dizem para ganhar o favor do povo, diminuindo os impostos. Não muito contente com esse conselho, ele então procura seus amigos mais jovens que o aconselha a não fazer aquilo que o povo quer mais aumentar os impostos e a ser mais rígido que Salomão. E aí começa a grande lição sobre influência na história dos reis da Bíblia…

Na verdade, a má influência começa antes deles sequer terem um rei. Ao verem que os povos vizinhos possuíam reis e eles não, o povo de Israel pede para terem um governante na terra. Deus era o rei daquele povo mas ao invés de influenciarem as nações que os circundavam e mostrarem o poder de Deus para livrá-los, eles se deixaram influenciar e não quiseram mais Deus como o único governante em suas vidas. E então Salomão chega ao trono. Ele expôs o povo a uma idolatria tão grande, que fez com que eles, que já tinham tendência a se desviarem, a irem mais fundo no pecado. Ao invés de usar de sua posição para aproximar as pessoas do Deus verdadeiro, ele permitiu que os deuses de suas mulheres estrangeiras entrassem no seu coração e na sua terra e a contaminasse. Salomão foi influenciado por mulheres e influenciou o povo a adorar a deuses pagãos. Roboão, por sua vez, foi influenciado por seus amigos. Ao invés de dar ouvidos aos sábios anciãos, ele escolheu fazer aquilo que ele pensava ser o mais correto e não demonstrar misericórdia ao povo. O preço dessa atitude foi um reino dividido. Jeroboão aparece na história como uma espécie de salvador. O povo se une a ele e apenas as tribos de Judá e Benjamin permanecem fiéis a linhagem de Davi.

Jeroboão poderia ter guiado o povo de volta a adoração ao Deus verdadeiro mas ele também escolheu seguir por outros caminhos…Com medo de perder pessoas do povo toda vez que fossem a Jerusalém adorar a Deus no templo, ele resolve então fazer um bezerro de ouro e intitulá-lo como “deus de Israel” fazendo com que o povo mais uma vez fosse guiado na direção errada e usando de sua grande influência para o mal.

A lista de reis continua e as coisas não são bonitas de se ver. A maioria dos reis de Israel foram maus e não usaram de sua influência para aproximar o povo do Deus que os havia libertado e cuidado deles por todos aqueles anos. Isso não te faz pensar no peso da influência? Um fato que fica bem claro é que quando o povo teve bons reis no comando, que serviam ao Deus verdadeiro, eles foram levados a adorar a Deus também e a abandonar os ídolos mas quando o rei era mau perante os olhos de Deus, o povo também era mau pois via em seu governante um exemplo a ser seguido e “se o rei está fazendo isso, talvez não seja errado que nós façamos também, certo?”

Por causa da desobediência e dureza de coração dos reis para com a vontade de Deus, por não ouvirem as advertências dos profetas e se arrependerem de seus pecados, o reino de Israel foi levado cativo pelos Assírios e todo o povo pagou o preço. Isso me faz pensar muito na responsabilidade que temos pelos nossos atos. Quando estamos em uma posição de liderança, seja ela qual for, somos responsáveis por aqueles que influenciamos. É claro que nem todo o povo era idólatra mas pelo afastamento dos reis e dos líderes espirituais dos caminhos de Deus, já não era fácil encontrar a palavra sagrada sendo lida e vivida naqueles dias. Todo, todo o povo sofreu.

Judá por sua vez teve reis melhores. Ezequias é um dos meus favoritos! Ele fez o que era reto perante o Senhor e o seu compromisso com Deus fez com que todo o povo se convertesse! Ezequias reabriu o templo e ordenou que ele fosse purificado de todas as imundícias que tinham sido colocados nele e um de seus atos que eu mais gosto, foi a celebração da Páscoa. Isso mexeu com a vida do povo. Mesmo sabendo que eles não estavam com a vida espiritual em situação agradável a Deus, ele orou por aqueles que estavam sob seu comando e tamanha foi a transformação ocorrida que o povo não conseguia parar de adorar a Deus! Passaram 2 semanas louvando e adorando ao Deus verdadeiro. Eles mesmo derrubaram os altares e postes-ídolos que ainda haviam e se livraram de suas imagens de escultura. Todo o povo se converteu a Deus novamente e eu imagino a grande felicidade que invadiu o coração do rei e do nosso Rei dos Reis ao ver tal cena! (Essa história maravilhosa está em 2 Crônicas 29, 30, 31 e 32)

Tudo o que o povo precisava era de um líder que vivesse a verdade de maneira comprometida. Tudo o que o mundo precisa hoje é do mesmo tipo de líder. Alguém que saiba distinguir o certo do errado e tenha coragem para se por do lado certo e acima de tudo, viver pelo lado certo. Saber escolher um bom líder também é importante. Para quem você olha? Em quem está se inspirando? Hoje não somos governados por reis que são tidos como exemplos de conduta mas somos muitas vezes influenciados por “ídolos” que se tornaram o novo modelo de como se comportar/se vestir/se relacionar e nem nos preocupamos muito se essa pessoa para quem olhamos, olha pra Jesus. Essa pessoa te aproxima de Deus? Quando você para um pouquinho para analisar os frutos da vida dela, são frutos que se parecem com os frutos que o Espírito Santo daria? Frutos de pureza, de adoração a Deus, de humildade, de compaixão? Ou são frutos de ostentação, orgulho próprio, rebeldia, sensualidade?

Quem você influencia? Algumas vezes nós podemos pensar que só porque não estamos em uma posição de liderança, não influenciamos ninguém mas isso não é bem verdade. Como cristãos já estamos em uma vitrine quer queiramos ou não. Somos espetáculo pro mundo e eles esperam ver o pior em nós para nos julgarem e o que é pior, julgarem nosso Deus. Mas existem aqueles que esperam com ansiedade por ver o melhor. Para verem que ainda há esperança em um meio em que diz que ama e serve a Jesus. Existe uma frase que diz: “Cuidado com a forma com a qual você vive, talvez você seja a única Bíblia que algumas pessoas irão ler”. E a responsabilidade por isso é enorme! Ás vezes você pode influenciar apenas seu irmãozinho mais novo mas isso não deixa de ser uma grande responsabilidade. A verdade é que todos estão nos olhando. Nossos amigos, familiares, pessoas que convivem conosco mas com quem nunca trocamos uma palavra podem olhar a nossa conduta e se inspirar nela. O problema é quando “não nos importamos com o que os outros vão pensar” e vivemos a nossa vida de forma irresponsável, nos esquecendo que estamos aqui para refletir a luz de Cristo ao mundo e para que essa luz seja melhor refletida, é preciso que nós conheçamos a Cristo de verdade e saibamos quais são os frutos que ele deseja que nós tenhamos em nossa vida.

O mundo precisa de pessoas de coragem. O mundo precisa de cristãos de coragem. Que vivam aquilo em que acreditam e que não tenham vergonha de abandonar qualquer ídolo que o afasta de Deus. Que faça de Jesus o primeiro. Que o faça de modelo e que inspire outras pessoas a terem boas atitudes. Atitudes nobres geram outras atitudes nobres. Depende de nós querer começar a levar as pessoas ao encontro de nosso Salvador Jesus. Te pergunto mais uma vez: Quem você influencia? Pense nessas pessoas. Pense nas pessoas que estão ao seu redor. Pense em como Jesus as trataria, em como Jesus cuidaria delas, em como Jesus as amaria e tente fazer igual. Antes de tudo, peça a Jesus para te ajudar a ser um bom influenciador. As influências para o bem ainda existem. Entre na lista daqueles que fizeram o que “era reto perante o Senhor”!

Qual o seu tipo de amor?

Post 010

Estive eu a pensar sobre o amor. Não o amor romântico mas o amor que temos uns pelos outros de forma geral. Por nossos pais, irmãos, amigos e no fato de que algumas vezes cobramos tanto dessas pessoas e elas cobram tanto de nós que nada é feito mais por livre e espontânea vontade mas por forte pressão e obrigação. Então eu pergunto: “Essas atitudes valem de alguma coisa?”

Isso me fez pensar no amor de Deus. Sabemos que nosso Deus ama de forma incondicional. Nada que façamos diminuirá o tamanho do amor dEle por nós e então pensando na minha própria experiência como alvo desse amor, eu me dei conta de que tudo que Deus mudou em mim foi com amor. Mas o que mais admiro em relação ao amor de Deus é que nada, simplesmente nada é forçado. Olhando para trás e para todas as coisas que abandonei, eu consigo enxergar claramente que tudo foi para meu benefício próprio. Deus não nos tira coisas boas. Deus tira as coisas más que nos impedem de ter as boas. Lembrando sempre que muitas vezes temos a nossa visão embaçada pelos costumes do mundo, acabamos por confundir o bom com ruim, o verdadeiro com o falso. Mas quando você permite que Deus te ame da forma como Ele pode te amar, parece que as nuvens negras vão embora e então você pensa: “Não posso continuar fazendo isso porque não me aproxima de Deus, só me afasta”. E então você deixa, simples assim. O processo pode ser dolorido – muitas vezes é – mas os resultados que virão serão maravilhosos. Acontece que mesmo que haja dor e muita luta, não há nenhum resquício de egoísmo da parte de Deus. Ele não te afasta do que você gosta por puro capricho, Ele te afasta por amor e por saber do fim desde o princípio e nas consequências que você terá que enfrentar.

Isso me leva mais uma vez ao amor que temos pelas pessoas. Que tipo de amor tem sido? É do tipo que sufoca? É do tipo que cobra atitudes mas não teve uma atitude de amor tão importante para mover corações? Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4:19), certo? Nós já recebemos um amor tão grande e quando temos que tratar com os outros, esse amor transborda? Ou é todo recolhido, juntamente com a graça e esquecido em um cantinho enquanto exigimos que as pessoas ajam da forma que queremos? Atitudes assim não mudam pessoas. Atitudes assim afastam pessoas. Já vi isso acontecer tantas vezes e é tão triste…

Quando você vê uma pessoa lutando com um vício que a domina e que claramente é um refúgio em meio a sua tempestade mental, a última coisa que essa pessoa necessita é de alguém cobrando o abandono do vício ou uma mudança de atitude, como se aquilo fosse assim tão simples. O que ela precisa é de amor. Um amor que compreenda as suas limitações humanas, a sua fraqueza mental e espiritual e que estenda a ela a mão, os braços, o tempo para amá-las sem cobranças. Você conhece um Deus que diz: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11:28) Você recebeu esse descanso? Se recebeu, eu te peço: Seja um instrumento de alívio para outros. Guie com amor abnegado outras pessoas ao carregador de fardos, que é nosso Senhor Jesus. 

E quando alguém tira do outro o que eu chamo de “o direito de ser” em nome do amorIsso normalmente acontece entre casais. Uma pessoa começa a namorar e então passa a dominar a vida do outro.”Nada de sair com esses amigos aí. Amigas? Melhor parar de conversar com elas já. Ir aonde eu não vou? Claro que não pode. Ser um indivíduo e ter vontade própria? Quem pensou em algo assim?” Ah gente, isso é tão mas tão triste! Isso me faz, inevitavelmente, comparar esse tipo de “amor” com o amor puro de Deus. Se você parar um segundo para comparar o amor que liberta, que é aquele que Deus te dá, com esse amor controlador acho que fica praticamente impossível continuar com um relacionamento assim. Estar sozinho pode ser difícil mas pior do que estar sozinho, é estar com alguém que ama errado. O respeito é algo tão importante. Respeitar quem o outro é tendo como base a confiança e um amor que não precisa controlar cada passo que o outro dá, que escolhe amar primeiro porque já foi amado por Deus, deixando que esse sentimento transforme a vida do outro e a sua também.

Nós recebemos um tipo de amor excelente. Nós temos o exemplo dAquele que é o Amor em essência! Não é fácil amar como Deus nos ama. Mas esse foi o mandamento que Jesus nos deixou: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” (Jo 13:34) E como ele nos amou? Ele amou curando. Curando dez leprosos e só recebendo o agradecimento de um. Ele amou suprindo as necessidades das pessoas mesmo vendo que algumas delas só se interessavam pelo pão. Mas Ele veio como o Pão da Vida, como Água que nunca mais nos deixará ter sede e agora está na hora de transbordarmos. Vamos transbordar do amor sem cobrança?
Eu sei que queremos ver mudanças nas pessoas ao nosso redor e que desejamos que elas sejam diferentes, mas vamos nos lembrar sempre: Nós não podemos mudar ninguém. Esse é um trabalho para o Espírito de Deus. Tudo o que podemos e devemos fazer é estender amor e graça em nossas atitudes e forma de falar. Orar, apresentando a Deus aquilo que tanto nos preocupa em relação a aqueles que amamos e deixar que Ele faça o trabalho.

Se você vê o amor de Deus como um amor cobrador, olhe de novo. Talvez a sua resistência em ser invadido por esse amor tem nublado a sua visão e te feito ver as coisas da forma errada. O amor de Deus nos encontra como estamos mas não nos deixa da mesma maneira. O amor que nos invade faz com que amemos a Deus acima daquilo que amávamos antes e aí somos transformados. Quando damos amor sem medida e sem cobranças podemos ver grandes coisas acontecendo. Vamos deixar que o poder do amor aja através de nós!

 

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
1 Coríntios 13:4-7

Dia do Amigo-mais -chegado-que-irmão.

 

Post 9

20 de julho: Dia do amigo! Sabe que esse dia me fez refletir sobre o valor da amizade, o que essa relação pode nos ensinar e o que minha melhor amiga me ensinou sobre Jesus?

Ter amigos é maravilhoso! Todos nós temos pelo menos um e a Bíblia fala tão bem dessa relação e do quão importante ela pode ser que diz “há amigos mais chegados que um irmão” (Pv 18:24) e eu tenho certeza que sim!

Minha melhor amiga se chama Juliana. Conheci a Juh em 2008 e não foi da forma convencional que normalmente se conhece pessoas. A conheci da forma moderninha, pela internet. E internet, a gente sabe, né? Nos conhecemos mas não nos vemos, não convivemos pessoalmente e consequentemente não nos envolvemos verdadeiramente também. Mas com a Juh foi diferente! Passado algum tempo descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum, principalmente em relação a personalidade. Sentíamos e vivíamos coisas super parecidas, no mesmo momento, e por essa razão nos demos o apelidinho carinhoso de “Gêmulas”. Juh e eu estreitamos muito os laços! Em uma época em que ela não podia estar online com tanta frequência, tivemos que dar o nosso jeitinho. Mandávamos verdadeiras bíblias uma pra outra por e-mail contando tudo que estava acontecendo na nossa vida. Muito desabafo, muita vulnerabilidade e muita compreensão de ambas as partes! Continuávamos passando pelas mesmas coisas, mesmo separadas geograficamente e acima de tudo, nos envolvemos na vida uma da outra muito mais do que pessoas que conviviam conosco todos os dias. Essa era uma amizade verdadeira! Houve uma época em que a Juh estava passando por momentos difíceis em relação a saúde e eu me lembro do quanto me angustiava em pensar no que ela estava passando. Ela começou a se tornar alvo das minhas orações e hoje é até difícil pensar em deixar de orar por ela, é impossível. Pois bem, um dia estava eu a toa pensando em procurar a que distância ficava a cidade dela. Se me perguntarem hoje, realmente não sei dizer porque fiz a bendita procura. Na minha cabeça seria muito longe porque ela mora no interior de São Paulo e pra mim o Estado de São Paulo é muito enorme e tudo muito longe. Para minha surpresa descobri que a cidade dela era razoavelmente perto da onde eu moro, apenas 3h30m de carro. Aquilo me deixou super animada! Pensei em me programar e realmente me programei, recebi até o convite para ir ao casamento dela mas acabei não indo (Falha enorme minha mas sei que ela entende o motivo e sei que me perdoou. Perdoou né, Gêmula? Porque se te consola, me sinto culpada até hoje!). Os anos foram passando e essa urgência foi aumentando. Em 2015, Juh estava se programando para ir a Curitiba, onde eu morava, e passar meu aniversário comigo! Eu fiquei tão feliz, seriam dias maravilhosos, eu mal podia esperar! Mas infelizmente a questão de saúde apareceu e mesmo antes dela me falar, eu sabia que a viagem precisaria ser adiada. Como Deus é um Deus maravilhoso e realiza sim os nossos sonhos, quando vim para casa nas férias, convidei meus pais para irmos visitar a Juh no final do ano. Já deixei avisadinho que ia pedir bem antes para nós podermos nos programar e meus pais toparam na hora! Final de 2015 chegou e passou. 2016 iniciou e no dia 8 de janeiro lá estávamos nós, meus pais e eu indo em direção ao interior de São Paulo para que eu conhecesse minha melhor amiga! Eu estava tão feliz! Mal podia acreditar que depois de 8 anos eu veria minha Gêmula pela primeira vez! A viagem foi a mais tranquila possível. Mesmo sendo tudo inédito pra mim, parecia que as horas passavam voando e a viagem foi muito rápida.

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Depois de 8 anos, Gêmulas juntinhas ❤

Ao ver minha amiga pela primeira vez, a emoção foi enorme e ao mesmo tempo havia um sentimento de “é como se nós nos conhecêssemos desde sempre!” e estávamos apenas nos reencontrando. Juh e eu aprendemos que a presença não é física. Estar perto um do outro transcende barreiras geográficas e a nossa amizade prova isso! O final de semana que passei na casa dela foi ótimo. Foi muito divertido ver como ela é realmente, ver ela se mexendo (hahaha), estar na casa dela, passar bons momentos com meus pais, ela e o seu marido e ver todo mundo feliz. Mas a hora de partir sempre chega…

Ao ir embora, me peguei triste pensando em como seria bom se nós morássemos mais perto uma da outra. Descobrir que não estamos tão longe foi ótimo mas mesmo assim, é uma viagem de 3h e meia! E já na estrada, ao sair da cidade, me peguei com saudades da minha melhor amiga…

Deus tem um jeito maravilhoso de nos ensinar lições! Ele me ensina de várias formas e é por isso que procuro encarar o que me acontece como um treinamento! Ao mandar a Juh para a minha vida, Ele sabia que eu teria uma visão melhor e uma facilidade maior, quem sabe, de fazer amizade com alguém que eu não vejo pessoalmente todos os dias mas que sempre esteve esperando para ser meu amigo! Aqui nessa Terra tenho a Juh e tenho a minha mãe mas no Céu eu tenho um melhor amigo que está 24 horas comigo! Desde quando aceitei Jesus na minha vida como um amigo real, Ele mudou tudo! Não vejo Jesus face a face todos os dias mas falo com Ele diariamente e sei que Ele me escuta! Bato papo com Ele e minha irmã acha que sou maluca porque eu “falo sozinha” mas eu disse a ela, não estou falando sozinha, estou falando com Deus! Muitas vezes já desejei que Jesus fosse de carne e osso porque em alguns momentos, tudo o que eu queria era um abraço dEle. Eu sabia que o abraço de mais ninguém iria adiantar, só o dEle e como esse amigo é maravilhoso, Ele me abraçou sim e me fez dormir em uma noite em que chorei até cansar mas de repente me senti relaxar e me acalmar e tudo que pude sentir era uma paz, paz que vem do Céu. Assim como desejei morar mais perto da Juh, não vejo a hora de poder estar perto de Jesus pra sempre e a melhor parte é que quando isso for real, não precisaremos nos preocupar em partir porque estaremos com Ele por toda a eternidade! E foi isso que eu aprendi…

A maior lição aprendida com a minha melhor amiga é exatamente aquela do “estar perto não é físico”. Não é porque não vejo a Juh todos os dias que ela não está perto de mim e não é porque não posso ver Jesus face a face que Ele está longe de mim porque Ele não está! Um dia o veremos face a face mas isso só irá acontecer para nós se almejarmos isso. Você almeja? Você tem feito amizade com o dono da Nova Jerusalém? Eu não tive vontade de morar mais perto da minha amiga por causa da cidade mas por causa dela! E por que nós queremos ir para o Céu? Por que será um lugar em que não haverá mais pranto, nem mais dor e tudo será tão lindo como olho humano algum jamais viu? Ou porque nosso melhor amigo estará lá? Sei que a minha resposta sempre será a segunda! Nosso relacionamento com Jesus tem que começar pra já, pra ontem! Não vamos perder mais tempo, adiando as conversas com Ele porque estamos muito ocupados ou deixando pra um depois que se torna um nunca. No dia do amigo eu lembrei da minha história com minha melhor amiga e de como essa história me fez lembrar do meu outro Melhor Amigo.

Cultive amizades! Peça a Deus amigos mais chegados que irmãos. Acima de tudo, abra seu coração para o melhor amigo que você poderá ter na vida, que merece todos os agradecimentos possíveis porque esse é o tipo de Amigo que dá a vida por você! Mesmo que não O vejamos, Ele é real. Mesmo que não possamos abraçá-lo ou ouvir sua voz audivelmente, Ele fala conosco. Deus é um Deus de relacionamento e ele quer ter esse relacionamento com você! Aceite esse Amigo na sua vida e feliz dia do amigo! (Mesmo que um diazinho atrasado…)