Carta II – Querida irmã;

Como você tem estado? Já faz um tempo que não sei de você. A vida corre e o tempo voa, voa bem depressa. Ás vezes parece que vivemos o tempo todo correndo atrás dele, não é?

Sabe, irmã, eu estava pensando sobre as luzes. Estava pensando sobre essas belas luzes artificiais, daquelas que iluminam as cidades, as casas, prédios bem altos, lojas variadas, aquelas luzes que fazem o mundo parecer mais brilhante, mais bonito.

Estava pensando que elas não passam de luzes de mentira. Promessas de algo que muitas vezes não existe de verdade. O mundo e seus prazeres não são assim? Parece maravilhoso mas na verdade não é.

Te escrevo, irmã, porque me preocupo com você. Parece que algumas luzes chamam a sua atenção. Elas podem não ser más em si mas se elas te fazem se perder do Caminho, será que elas estão iluminando a estrada certa?

Parece que andar por esse caminho apertado ás vezes nos causa desânimo, não é? Nem sempre ele brilha. Ás vezes a noite é escura e ela dura muito tempo. Mas não esqueça do sol, irmã. Ele existe aqui nesse pequeno caminho estreito. Sei que muitas coisas não podemos carregar quando andamos por ele e as pessoas que levam grandes bagagens nem sempre se animam a deixá-las para trás, mas lembre-se: Nem tudo o que você está deixando é uma perda.

Quando eu finalmente descobri isso, soou como um sussurro em meus ouvidos, uma promessa em meu coração. Havia mais. Não seria um eterno renunciar. Seria uma troca. O que é mau pelo que é bom. O que parece me fazer bem pelo que de fato me faz muito bem, o que me dá vida.

As luzes, irmã, elas são encantadoras, eu sei. Só tenha certeza de que está perseguindo as luzes certas. As que tem vida em si mesmas. Luzes artificiais não poderão acender a sua luz, a que existe dentro de você. O único que tem esse poder é o Sol da Justiça, aquele que é a Luz do mundo e que colocou uma faísca aí dentro. Ele te disse: “Você é a luz do mundo” e ele já sabia que não se pode esconder cidades edificadas sobre o monte, aquelas que brilham forte. Ele colocou uma luzinha aí dentro. Brilhe para Ele, irmã. Brilhe de verdade. Deixe o artificial para trás.

Com carinho,

Andressa.

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